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Quanto cobrar por hora sendo designer?

Preencha seus custos reais e veja seu piso por hora — depois converta em preço por peça, pacote fechado e valor de urgência.

Design é uma das áreas em que o preço por hora quase nunca é o preço que aparece na proposta — e é exatamente por isso que tanto designer se perde. O cliente compra um logotipo, uma identidade, um carrossel, um layout. Ele não compra hora. Mas se você não souber quanto vale a sua hora, não tem como saber se aquele logotipo de R$ 800 te deu lucro ou te custou dinheiro.

A calculadora abaixo faz o primeiro passo: transforma seus custos reais (inclusive as assinaturas e licenças que só quem trabalha com design paga) no seu piso por hora. Logo depois, um segundo módulo converte esse piso em preço por peça, preço de pacote e acréscimo de urgência — que é o formato em que o mercado de design realmente negocia.

Preço por hora recomendado
R$ 0
R$ 0
mínimo (só cobre custos)
R$ 0
faturamento-alvo/mês
0 h
horas faturáveis/mês
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Por que esses valores iniciais? Eles são só um ponto de partida editável — troque tudo pelos seus números. O custo de negócio começa mais alto que a média de outras profissões porque designer costuma pagar assinatura de software, licença de fonte, banco de imagens e renovar hardware com mais frequência. As horas faturáveis começam em 24/semana porque briefing, orçamento, prospecção e apresentação consomem uma fatia grande da semana de quem trabalha com criação — e essas horas não entram na fatura.

Converta sua hora em preço por peça e pacote

Ninguém aprova orçamento de design em horas. Aqui você traduz seu piso por hora na unidade que o cliente entende: a peça pronta.

Preço por peça
Pacote fechado
Pacote com desconto
Peça em regime de urgência

Custos que o designer freelancer quase sempre esquece de colocar na conta

Antes de preencher o campo “custos do negócio”, passe por esta lista. A maior parte dos designers que acha que está lucrando esqueceu de somar pelo menos três destes itens:

Por que o piso por hora do designer não é o preço que ele cobra

O piso por hora responde a uma pergunta defensiva: abaixo de quanto eu estou trabalhando de graça? Ele é o seu limite inferior, não a sua tabela. O preço que vai na proposta pode — e frequentemente deve — ficar acima dele, por três motivos que a hora não captura:

1. Repertório não é tempo. Um designer experiente resolve em 3 horas o que levaria 12 no começo da carreira. Se você cobra estritamente por hora, ficar melhor no seu trabalho passa a te punir financeiramente. O piso protege, mas quem precifica bem cobra pelo resultado entregue.

2. O uso que o cliente faz vale diferente. A mesma arte usada no story de uma loja de bairro e na embalagem nacional de um produto tem impactos econômicos muito diferentes para quem compra. Isso se resolve na cláusula de direito de uso, não no cronômetro.

3. Risco e prazo são produto. Aceitar entrega para depois de amanhã significa reorganizar (ou sacrificar) a sua semana. Por isso o módulo acima tem um campo separado de urgência: é um acréscimo legítimo, e você deve dizê-lo em voz alta na negociação, não escondê-lo dentro do valor.

Direito de uso: a variável que quase ninguém cobra

Esta é, na prática, a maior diferença entre um designer que estagna e um que sobe de faixa de preço. Quando você entrega uma peça, existem duas coisas separadas: o trabalho de criação (as horas que a calculadora acima precifica) e a autorização de uso daquilo que você criou.

Três perguntas definem o tamanho dessa autorização, e todas as três deveriam estar escritas na proposta:

Quando você define isso, duas coisas boas acontecem. A primeira: propostas de escopos diferentes deixam de parecer “o mesmo trabalho por preços diferentes” — elas são vendas diferentes, e você consegue explicar por quê. A segunda: você ganha uma escada de upsell honesta. O cliente que comprou uso digital por um ano e quer estender para embalagem não está pedindo um favor; está comprando um segundo item.

Não é preciso advogado para começar. Um parágrafo claro na proposta dizendo o que está incluído e o que não está já resolve a maior parte dos conflitos — e é o que separa a sua entrega de um arquivo solto no WhatsApp.

Revisão ilimitada é onde a margem do designer evapora

Repare no módulo de conversão acima: o campo “horas por peça” inclui as revisões. Isso é proposital. A conta que quebra o designer freelancer não é o preço baixo — é o preço razoável somado a um número infinito de rodadas.

Um projeto de R$ 1.500 orçado para 10 horas rende um preço/hora saudável. O mesmo projeto com sete rodadas de “só um ajustinho” pode virar 25 horas — e o seu preço/hora real despenca para menos de metade, sem que ninguém tenha negociado nada. O prejuízo entra pela porta dos fundos.

O conserto é simples e cabe em duas linhas na proposta: defina o número de rodadas incluídas (duas costuma ser suficiente para a maioria dos trabalhos) e defina o preço da rodada extra, usando o seu valor/hora × as horas que uma rodada leva. Você não precisa ser rígido na prática; precisa que exista um número escrito para poder ser generoso de propósito, e não por falta de combinado.

Um detalhe que ajuda muito: peça feedback consolidado. Cinco mensagens soltas ao longo do dia custam mais horas que uma lista única — e é justo cobrar por isso ou pedir que o cliente organize.

Como apresentar o preço sem justificar hora a hora

Depois de calcular, guarde a conta para você. Mostrar a planilha ao cliente convida a negociar cada linha (“precisa mesmo de 3 horas nisso?”) e transforma a conversa numa auditoria do seu tempo. O que funciona melhor é apresentar preço fechado por entrega, com escopo, prazo, rodadas e direito de uso descritos.

Uma estrutura de proposta que costuma segurar bem: o que o cliente recebe (lista de peças e formatos), o que não está incluído, quantas rodadas de revisão, prazo de entrega, o que muda o preço (urgência, escopo novo, mais mídias), condição de pagamento (sinal e parcela final) e validade do orçamento. A calculadora define o número; a proposta define o contorno em volta do número — e é o contorno que evita retrabalho não pago.

Se o cliente pedir desconto, prefira reduzir escopo a reduzir preço. Tirar duas peças do pacote mantém o seu preço/hora intacto; dar 20% mantém o trabalho e corta direto do seu lucro.

Você já tem o preço. Falta o controle de quem te deve.

Designer freelancer costuma tocar vários projetos ao mesmo tempo — cada um numa etapa diferente, com sinal pago, revisão pendente e parcela final em aberto. O Freelance Ledger é um CRM grátis no Notion feito pra isso.

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Grátis, é só duplicar no seu Notion. Existe uma versão paga com o módulo financeiro (US$29) — a grátis funciona sozinha, sem prazo.

Perguntas frequentes

Quanto um designer freelancer deve cobrar por hora?

Não existe um valor único e qualquer tabela pronta é o chute de outra pessoa sobre a realidade dela. O valor certo é o que cobre os seus custos de vida e de negócio, dividido pelas suas horas realmente faturáveis, com a sua margem e os seus impostos embutidos. É exatamente essa conta que a calculadora desta página faz — e o resultado é o seu piso, não o seu teto.

Devo cobrar por hora ou por projeto?

Na prática, quase sempre por projeto — é o formato que o cliente entende e o que permite você ganhar mais ao ficar mais rápido. Use o preço por hora como base interna: multiplique pelas horas estimadas (incluindo revisões) e apresente um valor fechado. O módulo de conversão desta página faz isso automaticamente.

Como calcular o preço de um logotipo?

Estime as horas do processo completo — briefing, pesquisa, alternativas, refinamento, apresentação, manual e entrega de arquivos —, multiplique pelo seu piso por hora e some as revisões previstas. Depois avalie o direito de uso: por quanto tempo, em quais mídias e com ou sem exclusividade. Identidade completa e logotipo simples são escopos diferentes e devem ter preços diferentes.

Quantas horas faturáveis por semana um designer tem de verdade?

Costuma ser bem menos que a jornada. Briefing, orçamento, prospecção, apresentação, e-mail e organização de arquivo consomem uma parte grande da semana e não são cobrados diretamente. Ser realista aqui é o que impede o preço final de sair irreal — chutar 40 horas faturáveis por semana é o erro mais caro da conta.

Posso cobrar mais por urgência?

Pode e deve, desde que combinado antes. Prazo curto significa reorganizar a agenda, empurrar outros clientes ou virar noite. O campo de urgência do módulo acima calcula esse acréscimo; o importante é apresentá-lo na proposta como um item explícito, não escondê-lo no valor total.

Preciso mesmo cobrar direito de uso separado?

Não é obrigatório, mas ignorar isso é deixar dinheiro na mesa e criar conflito depois. No mínimo, escreva na proposta o que está autorizado (prazo, mídias, exclusividade). Assim, quando o cliente quiser ampliar o uso, fica claro que é uma nova negociação — e não um pedido informal por WhatsApp.

A calculadora guarda meus dados?

Não. Toda a conta roda no seu navegador. Nada do que você digita é enviado para servidor nenhum nem armazenado. É grátis e não pede cadastro.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação contábil ou jurídica. Regras de tributação e de licenciamento variam conforme o seu enquadramento e o contrato — consulte um contador ou advogado para o seu caso.

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