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Não existe tabela oficial. Preencha seus custos, ajuste as modalidades e leve a sua tabela pronta pra próxima proposta.
Toda semana alguém procura por “tabela de preços de freelancer 2026” esperando encontrar um documento oficial com o valor certo de cada serviço. Ele não existe — e é importante entender por quê antes de continuar. Não há conselho, sindicato ou órgão que fixe o preço de um design, de um texto ou de uma hora de desenvolvimento no Brasil. As tabelas que circulam por aí são, na melhor das hipóteses, o registro do que outra pessoa cobrou com outros custos, em outra cidade, para outro tipo de cliente.
Copiar a tabela de alguém tem dois desfechos ruins: ou o número é maior que o seu mercado suporta e você não fecha nada, ou é menor que o seu custo real e você trabalha o mês inteiro para descobrir no fim que ficou no vermelho. A alternativa útil é montar a sua tabela — que é a mesma coisa que todo mundo faz, só que a partir dos seus números. É isso que esta página faz: você preenche os seus custos, e a tabela sai pronta, com as modalidades que um cliente realmente pede.
Não existe tabela oficial de preço de freelancer. Existe a sua. Ajuste os campos e leve a tabela abaixo pra proposta.
Uma tabela de preços é um documento de trabalho, não uma etiqueta. Antes de mandar a sua para um cliente, confira estes pontos:
Algumas profissões regulamentadas têm referências publicadas por conselhos ou sindicatos, e alguns serviços específicos têm valores fixados por órgão público — a tradução juramentada, por exemplo, segue tabela da junta comercial do estado. Fora desses casos, a esmagadora maioria do trabalho freelancer no Brasil (design, texto, código, social media, foto, vídeo, consultoria) não tem tabela oficial. O preço é livre e negociado.
Isso não é uma falha do mercado; é a consequência de que o mesmo serviço tem custos e valores muito diferentes conforme quem faz e para quem. Uma hora de trabalho de alguém que mora numa capital cara, paga assinaturas em dólar e tem cinco anos de repertório não custa a mesma coisa que a hora de alguém em início de carreira, com custo de vida menor e agenda vazia. Uma tabela única obrigaria os dois ao mesmo número — e um dos dois quebraria.
Também vale desconfiar de tabelas “de mercado” que circulam em grupos e redes sociais. Elas raramente dizem de onde vieram os números, de que ano são, que região cobrem ou qual escopo estava incluído. Um valor sem escopo colado não informa nada: “R$ 1.200 por um site” pode ser um roubo ou uma pechincha dependendo do que tem dentro. É por isso que este site não publica uma tabela pronta — publicar um número inventado como se fosse referência seria pior que não publicar nada.
A tabela gerada acima parte de um único número — o seu preço por hora — e o desdobra nas formas em que o trabalho costuma ser comprado. Cada linha tem uma lógica própria, e vale entender antes de usar:
Hora avulsa é o seu piso e serve para trabalhos pequenos, imprevisíveis ou de manutenção. Ela é a linha mais cara por hora, e deve ser: trabalho fatiado custa mais caro para você (troca de contexto, agenda picada, custo de coordenação) do que um bloco contínuo.
Meia diária e diária existem porque muitos trabalhos consomem um bloco fechado da sua agenda. Repare que a diária é calculada sobre as horas faturáveis do seu dia — não sobre oito horas de expediente. Se você vende oito horas faturáveis por dia, está vendendo um dia que não existe e vai tirar a diferença do seu descanso.
Semana e pacote mensal são onde mora a previsibilidade. Faz sentido dar algum desconto aí, porque agenda garantida reduz o seu custo de prospecção e o risco de mês vazio. O erro é dar desconto sem teto de horas: o desconto justifica-se pelo volume garantido, não por trabalho ilimitado. Escreva o teto no contrato.
Urgência não é punição ao cliente, é o preço de reorganizar a sua vida. Apresente essa linha proativamente (“trabalhos com prazo abaixo de X dias entram na condição de urgência”) e ela deixa de soar como oportunismo de última hora.
Ter a tabela pronta muda a conversa de lugar. Em vez de improvisar um número no WhatsApp — que é como a maioria dos prejuízos começa — você responde com escopo e condição. Três movimentos práticos:
Não mande a tabela inteira de cara. Mande a linha que responde ao que o cliente pediu, com o escopo colado. A tabela completa é a sua ferramenta interna; despejá-la no cliente convida à comparação linha a linha e à negociação de cada item.
Quando pedirem desconto, mexa no escopo, não no preço. Tirar duas peças do pacote, reduzir uma rodada de revisão ou alongar o prazo mantém o seu preço por hora intacto. Cortar 20% do valor mantendo tudo corta direto do seu lucro — e cria um precedente que fica para sempre naquele cliente.
Ancore em cima. Se você tem duas ou três modalidades possíveis, apresente primeiro a mais completa e depois a enxuta. A ordem inversa faz a versão completa parecer um upgrade caro; a ordem certa faz a enxuta parecer uma economia.
E revise a tabela com data marcada. Custos sobem, seu repertório cresce, sua agenda enche. Uma tabela que não muda há dois anos é, na prática, um corte de preço silencioso.
Ter preço é metade. A outra metade é não perder o fio de quem recebeu proposta, quem aprovou, quem pagou o sinal e quem ainda deve a parcela final. O Freelance Ledger é um CRM grátis no Notion feito pra isso — é só duplicar.
Grátis, é só duplicar no seu Notion. Existe uma versão paga com o módulo financeiro (US$29) — a grátis funciona sozinha, sem prazo.
Para a grande maioria dos serviços freelancer — design, texto, desenvolvimento, social media, foto, vídeo, consultoria — não. O preço é livre e negociado entre as partes. Existem exceções em atividades regulamentadas e em serviços com valor fixado por órgão público, como a tradução juramentada, que segue tabela da junta comercial do estado. Fora disso, qualquer tabela que você encontrar é a referência de outra pessoa, não uma norma.
A pergunta mais útil não é se está na média, e sim se está acima do seu piso e dentro do que o seu tipo de cliente compra. O piso vem da conta desta página. O teto vem da realidade: se você está fechando praticamente tudo que orça, provavelmente está barato; se não fecha quase nada e o motivo declarado é preço, ou o valor está acima do que aquele público paga, ou a proposta não está comunicando o que entrega.
Pode, com uma ressalva importante: publique sempre com escopo colado e com a informação de que valores partem de determinada condição. Preço público sem escopo atrai o cliente que compara só número e some quando o trabalho cresce. Muitos freelancers preferem publicar apenas a faixa inicial (“projetos a partir de…”) e mandar a tabela completa no orçamento.
Não existe percentual correto, e por isso o campo é editável aqui. O raciocínio é: o desconto paga a previsibilidade que o cliente te dá, e a previsibilidade reduz o seu custo de prospecção e o risco de mês vazio. O que não pode acontecer é o desconto vir sem teto de horas — aí você deu desconto e ainda assumiu trabalho ilimitado.
Pelo menos uma vez por ano, e sempre que um destes três acontecer: seus custos subiram (mudou de cidade, contratou uma ferramenta, aumentou a família), sua agenda está consistentemente cheia, ou você subiu de patamar de entrega. Recalcular aqui leva um minuto — o difícil é lembrar de fazer, então marque no calendário.
Serve, e é justamente assim que a maioria usa. O preço por hora vira a sua base interna: você estima as horas do projeto (incluindo revisões), multiplica, e apresenta um valor fechado. A tabela continua útil para precificar o que não cabe em projeto: manutenção, ajuste avulso, hora de reunião extra, urgência.
Não. Todo o cálculo roda no seu navegador. Nada do que você digita é enviado para servidor nenhum nem armazenado, e não existe cadastro. Use o botão de copiar para levar a tabela embora.
Conteúdo informativo. Não é orientação contábil, jurídica nem tabela de referência de nenhuma entidade de classe — é uma ferramenta que calcula a partir dos números que você mesmo informa.
Cole este código e ofereça a ferramenta aos seus leitores — grátis, sempre atualizada, sem cadastro pra eles.