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Quanto cobrar por hora sendo professor particular?

Preencha seus custos reais e veja seu piso por hora — depois converta no preço real da aula, com preparo, deslocamento e pacote mensal.

Quem dá aula particular costuma cair numa armadilha simples: cobrar pela hora de relógio da aula em si, como se o trabalho começasse quando o aluno senta e terminasse quando ele levanta. Na prática, uma hora de aula raramente custa uma hora do seu tempo. Existe preparo antes, correção depois, e — se a aula é presencial — o deslocamento até a casa do aluno ou do local combinado. Ignorar isso é a razão número um pela qual professor particular trabalha muito e sobra pouco no fim do mês.

A calculadora abaixo separa as duas contas. Primeiro, o seu piso por hora, a partir dos seus custos de vida e de negócio. Depois, um segundo módulo converte esse piso no preço real da aula — somando preparo e deslocamento ao tempo de aula em si — e projeta o pacote mensal, que é como a maior parte dos alunos particulares realmente contrata.

Preço por hora recomendado
R$ 0
R$ 0
mínimo (só cobre custos)
R$ 0
faturamento-alvo/mês
0 h
horas faturáveis/mês
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Por que esses valores iniciais? São só um ponto de partida editável — troque tudo pelos seus números. As semanas ficam em 40 (não 48 ou 52) porque o calendário letivo tem recesso e férias escolares, período em que a demanda de aula particular cai bastante. As horas faturáveis começam em 22 por semana porque, entre uma aula e outra em bairros diferentes, sobra tempo ocioso que não dá para preencher com outro compromisso — essa é a chamada janela morta, e ela reduz a sua semana faturável mais do que parece à primeira vista.

Converta sua hora no preço real da aula, com preparo e deslocamento

A duração da aula é só uma parte do seu tempo. Este módulo soma preparo e deslocamento e mostra o preço real por aula avulsa e por pacote mensal.

Preço da aula avulsa
Pacote mensal
Tempo real por aula
Seu preço/hora real se cobrar só a duração

O que entra no preço de uma aula particular além da hora de relógio

Antes de fechar o valor da aula, confira se você considerou estes pontos — são eles que separam o professor que sobrevive de mês a mês do que consegue planejar:

Por que a aula de uma hora custa mais que uma hora

O erro mais comum de quem começa a dar aula particular é multiplicar o preço/hora pela duração da aula e parar por aí. Mas o tempo de relógio da aula é só a parte visível do trabalho. Antes dela, existe preparo: escolher o que vai ser trabalhado, montar exercícios, revisar um conteúdo que talvez você não ensine há um tempo. Depois, existe correção: revisar o que o aluno fez, anotar o que precisa ser retomado na próxima aula. Nenhuma dessas duas partes aparece no relógio da aula, mas as duas são trabalho — e se você não as coloca no preço, está fazendo elas de graça.

Some a isso o deslocamento, quando a aula é presencial. Ir até a casa do aluno, ou até um ponto de encontro combinado, consome tempo e dinheiro (transporte, combustível, desgaste) que também não está no relógio da aula, mas está no seu dia. É por isso que o módulo de conversão desta página pede a duração da aula, os minutos de preparo e os minutos de deslocamento separadamente: o resultado — o "tempo real por aula" — costuma ser bem maior que a hora contratada, e é esse número, não a duração isolada, que deveria orientar o preço.

Existe ainda um problema mais sutil: a janela morta entre aulas. Se você dá aula às 14h e a próxima só às 17h, esse intervalo de três horas não é livre — ele está reservado, ainda que ocioso, porque não dá tempo de encaixar outro compromisso relevante ali no meio, especialmente se envolve deslocamento. Esse tempo também é, na prática, tempo que o seu trabalho está consumindo, mesmo sem gerar aula nenhuma dentro dele. Professores que dão aula presencial espalhada por bairros diferentes da cidade sentem isso com mais força — e é uma das razões pelas quais vale considerar concentrar geograficamente os alunos presenciais quando possível.

Aula online e aula presencial não são a mesma conta

A aula online elimina o deslocamento — e isso, sozinho, já muda a conta inteira, porque libera tempo que antes ia embora em trânsito e reduz a janela morta entre um aluno e outro, já que você pode encaixar aulas mais próximas umas das outras sem se preocupar com trajeto. Por outro lado, ela troca esse custo por outro: você precisa de internet estável, equipamento adequado (câmera, microfone, às vezes lousa digital) e, dependendo da disciplina, ferramentas de compartilhamento de tela e arquivo que também são parte da sua estrutura de trabalho.

Um ponto que costuma pegar quem está migrando para online: a concorrência nesse formato tende a ser mais ampla, porque o aluno não está mais restrito a professores da própria cidade ou bairro. Isso não significa que você precise baixar o preço — significa que o seu diferencial (especialidade na disciplina, resultado, didática, disponibilidade de horário) precisa estar claro na forma como você se apresenta, porque o aluno tem mais opções para comparar.

Na prática, o mais honesto é calcular as duas contas separadamente: rode o módulo de conversão uma vez com deslocamento zerado (para simular a aula online) e outra vez com o tempo real de trajeto até seus alunos presenciais. Você provavelmente vai chegar a dois preços de aula diferentes — e isso é correto, porque são dois produtos diferentes, com estrutura de custo e de tempo diferente, mesmo ensinando o mesmo conteúdo.

Pacote mensal e a política de falta: onde o prejuízo mora

O pacote mensal é como a maioria dos alunos particulares efetivamente contrata: um número fixo de aulas por mês, com desconto em relação ao preço da aula avulsa, em troca de previsibilidade de agenda para você. Isso é um trade justo — só que ele só funciona se as aulas realmente acontecerem. E é exatamente aí que mora o item que mais gera prejuízo silencioso no ensino particular: a falta e a remarcação sem regra clara.

O problema estrutural é este: quando um aluno cancela em cima da hora, o horário que estava reservado para ele não pode ser preenchido com mais nada — nem com outro aluno, nem com outra tarefa remunerada. Você já reservou aquele bloco de tempo (inclusive, se for presencial, provavelmente já se deslocou ou estava a caminho). Se a política é "remarcar sempre, sem custo, para qualquer aviso", cada falta de última hora vira uma aula que você trabalhou para reservar e não recebeu — o pacote deixou de cobrir o que ele deveria cobrir.

A solução não é rigidez sem contexto, é ter uma regra escrita e combinada antes da primeira aula: qual é o prazo mínimo de aviso para remarcar sem custo, o que acontece com falta sem aviso, e se aulas remarcadas têm prazo de validade dentro do mês. Você decide os números — o importante é que existam e estejam combinados antes, não negociados aula por aula, porque negociar toda vez transforma um problema de agenda em uma conversa desconfortável recorrente.

Aula em grupo, material didático e a época de prova

Aula em grupo abre duas formas de precificar, e elas dão resultados bem diferentes. A primeira é preço por aluno: cada aluno paga um valor menor que a aula individual, e o total que você recebe cresce com o tamanho do grupo — o risco é que, se um ou dois alunos faltarem ou desistirem, sua receita daquele horário cai proporcionalmente. A segunda é preço da turma fechada: você cobra um valor fixo pelo horário, independente de quantos alunos aparecem, e quem organiza a divisão entre os alunos é o próprio grupo. A segunda protege a sua receita; a primeira costuma ser mais fácil de vender porque o valor individual parece menor.

Material didático próprio — apostila, lista de exercícios organizada, resumo de conteúdo — é outro ponto que costuma ficar de fora do preço. Se você produz esse material, ele levou tempo para ser criado e leva tempo para ser atualizado; isso é trabalho, seja cobrado como parte da mensalidade, seja como um item à parte para quem quer o material fora do horário de aula. Reaproveitar o material entre alunos diferentes reduz o custo de produzir de novo a cada vez, mas não zera — atualizar continua sendo trabalho.

Por fim, a sazonalidade: a procura por aula particular não é constante ao longo do ano. Períodos como véspera de prova, vestibular ou fechamento de bimestre concentram pedidos numa janela curta, e isso pressiona sua agenda — você recebe mais pedidos do que consegue atender ao mesmo tempo. Nessas janelas, é razoável dar prioridade a quem já é aluno regular antes de aceitar aluno novo, e reavaliar se o preço da aula avulsa (fora do pacote) reflete essa demanda concentrada, sempre deixando claro para o aluno o motivo da sua disponibilidade limitada naquele período.

Você já sabe o preço da aula. Falta controlar pacote, falta e pagamento.

Professor particular costuma ter vários alunos em pacotes diferentes, com aula remarcada, mensalidade a vencer e material para enviar. O Freelance Ledger é um CRM grátis no Notion feito pra isso.

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Perguntas frequentes

Quanto cobrar por hora de aula particular?

Não existe uma tabela pronta que sirva pra todo mundo. O valor certo é o que cobre os seus custos de vida e de negócio, dividido pelas suas horas realmente faturáveis (descontando janela morta e deslocamento), com a sua margem e impostos embutidos. É essa conta que a calculadora desta página faz — o resultado é o seu piso, você pode negociar acima dele.

A aula online deve custar menos que a presencial?

Não necessariamente menos — é uma conta diferente. A aula online elimina o custo e o tempo de deslocamento, mas exige equipamento e enfrenta concorrência mais ampla. Calcule as duas separadamente rodando o módulo de conversão com deslocamento zerado para a online e com o trajeto real para a presencial; compare os resultados em vez de supor um desconto padrão.

Como definir o preço do pacote mensal?

Multiplique o preço da aula avulsa (já com preparo e deslocamento embutidos) pelo número de aulas do mês e aplique um desconto que recompense a previsibilidade de agenda que o pacote te dá. O módulo de conversão desta página já faz esse cálculo — o ponto de atenção é garantir que sua política de falta proteja esse desconto.

Como lidar com falta e remarcação sem perder dinheiro?

Defina por escrito, antes da primeira aula, qual é o prazo mínimo de aviso para remarcar sem custo e o que acontece com falta sem aviso. O prejuízo não vem da falta em si, vem de não ter combinado nada antes — o horário reservado não pode ser preenchido com outra coisa, então ele precisa estar protegido por uma regra clara.

Vale mais cobrar por aluno ou pela turma na aula em grupo?

Cobrar pela turma fechada protege a sua receita, porque o valor não muda se um aluno faltar. Cobrar por aluno tende a ser mais fácil de vender, porque o valor individual parece menor, mas sua receita daquele horário fica exposta a falta e desistência. A escolha depende de quanto risco de oscilação você está disposto a carregar.

Preciso cobrar separado por material didático?

Não é obrigatório, mas se você produz apostila, lista de exercícios ou resumo autoral, esse tempo é trabalho e deveria estar refletido em algum lugar do preço — seja embutido na mensalidade, seja como item à parte. Reaproveitar material entre alunos reduz o custo de criar de novo, mas atualizar o conteúdo continua consumindo tempo seu.

A calculadora guarda meus dados?

Não. Toda a conta roda no seu navegador. Nada do que você digita é enviado para servidor nenhum nem armazenado. É grátis e não pede cadastro.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação contábil ou jurídica. Regras de tributação variam conforme o seu enquadramento — consulte um contador para o seu caso.

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